O movimento

Já reparou como a presença de outra mulher pode mudar a sensação de um lugar?

Mulheres correndo juntas, vistas de cima

Na pista, no ônibus, na rua vazia ou no trabalho. Ver outra mulher ali faz a gente se sentir mais segura.

E pra quem corre na rua, isso fica ainda mais claro. Correr é aprender a ocupar a cidade, calcular rotas, buscar companhia, montar rede de apoio. É sentir na prática que a presença de outras mulheres muda um lugar.

Por isso que a gente acredita que onde tem mais mulher, tem mais segurança.

Tem mulher criando segurança o tempo todo, todo dia. Uma amiga. Uma professora. Uma vizinha que mobilizou o bairro ou que escutou e amparou outra em uma hora difícil.

Mas que espaço essa segurança ocupa no imaginário do Brasil?

Só que, quando se fala em como o Brasil precisa mudar para que todos possam viver com mais segurança, mulheres quase não aparecem como referências ou autoridades.

É o que mostra o levantamento do Instituto Update, que analisou 49 matérias sobre segurança pública. Das 224 personagens identificadas, só 35% eram mulheres. Enquanto metade delas aparecia como quem sofre o dano ou familiar, 57,5% dos homens surgiam como representantes das instituições responsáveis por decidir e ativar mecanismos de segurança como polícia, Justiça e governo.

Ou seja, mulheres criam redes de cuidado, pertencimento e mecanismos de ocupação dos espaços todos os dias, mas são pouco reconhecidas como quem tem ideias, conhecimento e soluções para a segurança.

Foi dessa inquietação que nasceu o Bota Ela no Mapa: um jeito de jogar luz sobre as histórias que já existem e ajudar a mudar esse quadro.

Por trás dessa campanha, tem mulher que corre, que pesquisa segurança, que trabalha com narrativa e imaginário, que atua na sociedade civil.

Juntas, vamos mostrar que segurança é papo de mulher, sim. E reconhecer isso, contribui para um Brasil mais seguro, para todos.

Que mulher você
quer botar no mapa?

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Conheça os grupos de corrida e parceiros da campanha.

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Perguntas frequentes

Preciso saber o nome completo dela?

Não. Um primeiro nome, um apelido ou só a história já bastam.

Ela precisa ser corredora?

Não. A corrida é só o nosso ponto de partida. Vale qualquer mulher que cria segurança em qualquer canto.

Serve pra qualquer cidade?

Sim, de norte a sul, da capital ao interior.

A história vai aparecer no mapa?

Sim. Toda indicação passa por uma revisão da nossa equipe antes de entrar no mapa.

Posso indicar mais de uma mulher?

Pode. Depois de enviar uma indicação, é só clicar em "Indicar mais uma".

Meu nome aparece no mapa?

Não. No mapa aparecem só o nome dela, a cidade e a história que você contou.

Bota ela no mapa

Uma plataforma independente, feita por mulheres para reconhecer mulheres.

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